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Natal concentra quase 4 em cada 10 vagas de emprego do RN

Natal terminou 2025 como a cidade que mais gerou empregos no Rio Grande do Norte. Dados do Caged mostram que a capital respondeu por 38% de todas as vagas com carteira assinada abertas no estado ao longo do ano, com saldo positivo de quase 6 mil novos postos de trabalho.
O número coloca Natal na liderança do mercado formal potiguar e mostra que a maior parte das oportunidades ficou concentrada na capital. Em 2024, esse percentual era de 29%, o que indica um crescimento significativo da participação de Natal na geração de empregos do RN.
A maior parte das vagas surgiu nos setores de comércio, serviços e construção civil, áreas que costumam empregar diretamente a população e movimentar a economia local. Ao longo do ano, a cidade acumulou meses consecutivos de saldo positivo, principalmente a partir do segundo semestre.
Especialistas apontam que o resultado reflete a combinação entre retomada de atividades econômicas, aumento da circulação de dinheiro e expansão de serviços na capital. Ainda assim, o desafio segue sendo ampliar essas vagas e garantir que o crescimento chegue também aos bairros mais afastados e a quem mais precisa de trabalho.
Os dados reforçam o peso de Natal na economia do estado e mostram que o desempenho da capital influencia diretamente os números do emprego no Rio Grande do Norte como um todo.
96FM
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PESQUISAS NO TRE: Mais 2 derrotas para o coronel Allysson Bezerra e o advogado Caio Victor

O pré-candidato Allysson Bezerra, que começou com o pé esquerdo judicializando e tentando impedir a publicação de pesquisas, assim como fez com a pesquisa para o BLOGDOBG — ação que perdeu e resultou na divulgação dos dados —, voltou a sofrer novas derrotas nesta quinta-feira (5) no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).
Em mais uma tentativa de barrar o acesso da sociedade a informações que acha que podem ser desfavoráveis, Allysson Bezerra, no estilo coronel e seu super adevogado – com E mesmo, Caio Victor, também ingressaram com ações contra pesquisas dos institutos INPESP e DATAVERO, ambas rejeitadas pela Justiça Eleitoral.
Na representação contra o INPESP, o partido alegou que o instituto, criado em 2025, não teria apresentado comprovante de faturamento do ano anterior que demonstrasse capacidade financeira para autofinanciar a pesquisa. Com base nisso, a divulgação chegou a ser suspensa liminarmente. No entanto, o instituto sanou a falha documental e comprovou sua capacidade de custeio, levando o TRE-RN a revogar a liminar e julgar a ação improcedente, mesmo diante da insistência do União Brasil.
Já no caso envolvendo a DATAVERO, o partido questionou a metodologia utilizada, apontou supostas incoerências no questionário e levantou dúvidas sobre o custeio da pesquisa, sob o argumento de que o instituto teria sido contratado por empresa do mesmo grupo econômico. O TRE-RN, que já havia negado a liminar, reafirmou agora, no julgamento do mérito, a regularidade da pesquisa e rejeitou integralmente a argumentação apresentada.
Com as decisões, a Justiça Eleitoral reforça o entendimento favorável à liberdade de imprensa e à divulgação de pesquisas eleitorais regularmente registradas, frustrando mais uma tentativa de judicialização do debate político.
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PF estoura esquema de R$ 244 milhões e cumpre 16 buscas e 2 prisões no RN

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II, desdobramento direto da primeira fase da investigação que apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A nova ofensiva teve como foco o RN, com cumprimento de mandados em Natal, além de ações em outros estados. Segundo a corporação, foram cumpridos nesta manhã 16 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores que somam cerca de R$ 244 milhões. As ordens foram expedidas pela 14ª Vara Federal do RN e também foram executadas em endereços localizados em São Paulo (SP) e São Leopoldo (RS).
Segundo a Polícia Federal, a segunda fase da operação avançou sobre a estrutura financeira da organização criminosa, identificando novos integrantes que atuavam diretamente na ocultação e na dissimulação do dinheiro obtido de forma ilegal. O esquema usava empresas e contratos simulados para esconder o patrimônio e recolocar os valores no mercado formal.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos, aparelhos eletrônicos, documentos e anotações. Todo o material passará por análise para aprofundar as investigações, identificar outros beneficiários do esquema e buscar o ressarcimento das vítimas lesadas.

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RN terá concurso unificado com 175 vagas para Detran, Ipern e Ceasa

O Governo do RN confirmou a realização de um concurso público unificado com 175 vagas imediatas, além de cadastro de reserva, para três órgãos estaduais: Detran/RN, Ipern e Ceasa. A seleção vai reunir cargos de nível médio e superior em um único processo, concentrando oportunidades em áreas consideradas estratégicas da administração estadual.
Segundo a Secretaria Estadual de Administração (Sead), o concurso ainda está em fase de organização. A banca examinadora — empresa responsável por elaborar e aplicar as provas — e a comissão organizadora ainda não foram contratadas, mas a definição deve ocorrer nos próximos dias. Após essa etapa, a previsão oficial é de que o edital seja publicado em até 30 dias.
O Detran/RN ficará com a maior fatia das vagas: 80 oportunidades, além de cadastro de reserva. Serão 24 vagas para Analista de Trânsito, cargo de nível superior, e 56 para Assistente de Trânsito, destinado a candidatos com ensino médio.
Já o Ipern vai ofertar 90 vagas, divididas igualmente entre nível médio, para Agente Administrativo Previdenciário, e nível superior, para Assistente Técnico Previdenciário, com formação aceita em qualquer área.
A Ceasa/RN terá cinco vagas, todas de nível superior, para o cargo de Técnico em Abastecimento, função ligada à organização e gestão das atividades da central.
A Sead informou que o cronograma completo, assim como os valores de inscrição, só serão divulgados no edital oficial. Até lá, o concurso segue no discurso — enquanto a máquina estadual continua funcionando no limite.
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Atuação de familiares de ministros do STF em Cortes superiores reforça debate sobre código de conduta

O Supremo Tribunal Federal discute a criação de um Código de Conduta para ampliar a transparência e reduzir riscos de conflitos de interesses na atuação de seus ministros. O tema está sob análise do presidente da Corte, Edson Fachin, que indicou a ministra Cármen Lúcia como relatora da proposta.
Entre as sugestões em debate está uma proposta da OAB-SP que proíbe magistrados de julgarem processos envolvendo familiares até o terceiro grau ou amigos. A iniciativa conta com apoio de presidentes de tribunais superiores e de entidades da sociedade civil.
Para integrantes da comissão da OAB-SP, o objetivo é preservar a credibilidade do Supremo. Segundo o professor Oscar Vilhena, da FGV Direito SP, a presença de familiares próximos em julgamentos pode gerar desequilíbrio e comprometer a percepção de imparcialidade.
Apesar do apoio externo, a proposta enfrenta resistência interna. Uma reunião prevista para discutir o Código foi cancelada diante de divergências entre os ministros. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que as regras atuais já são suficientes para disciplinar a atuação dos juízes.
Em 2023, o STF derrubou um dispositivo do Código de Processo Civil que proibia juízes de julgar ações envolvendo escritórios de parentes até o terceiro grau. A maioria entendeu que a regra era desproporcional.
Especialistas veem no Código de Conduta uma oportunidade para o Supremo reforçar a transparência. Para a professora Ana Laura Pereira Barbosa, da ESPM, não basta ser imparcial — é preciso parecer imparcial e evitar qualquer dúvida sobre conflitos de interesses.
Fachin, por sua vez, defendeu que a atuação de familiares no STF não deve ser automaticamente vedada, desde que haja total transparência. Ele afirmou que não vê problema na advocacia de filhos ou cônjuges, desde que os ministros se declarem impedidos quando necessário.
Levantamento jornalístico feito pelo O Globo mostra que filhos e cônjuges de ministros atuaram ou atuam em processos no STF, em geral com origem nas instâncias inferiores. O Supremo afirma que seus ministros cumprem rigorosamente as regras legais de impedimento.